O jornalismo no país dos chinelos e dos intocáveis
De uma forma bem resumida, o jornalismo pode ser descrito por três passos: investigar, checar e publicar. Mas antes dessa receita aparentemente simples há coisas ainda mais complexas como cultivar e filtrar fontes, aprender a lidar com vaidades dos outros (e as próprias) saber esperar e sobretudo duvidar. Essa descrição ainda não é suficiente para definir a atividade, mas descreve o básico. O que a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, vem fazendo ao cobrir um escândalo que envolve um ministro Alexandre de Moraes, sua mulher e um contrato milionário com o Banco Master e as evidências de lobby e advocacia administrativa é que essa receita de jornalismo descreve. O problema é que, no Brasil de hoje, o simples virou raro. E o raro, por contraste, parece extraordinário e por isso oportunisticamente suspeito.
O Brasil virou um país em que as pessoas se engalfinham por causa de comercial de chinelo. Imagine uma pessoa que vai bovinamente a uma loja para comprar uma Havaianas vermelha em solidariedade a empresa tem condições de lidar com jornalismo quando ele cumpre sua função básica? A mesma pergunta se aplica a quem corta as tiras de seu chinelo em retaliação ao comercial esquerdista bancado por uma das empresas mais queridas pelo presidente Lula, seu partido e seu governo? O “jornalismo” virou ponto de fricção........





















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