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A escolha deliberada do Brasil pela irrelevância

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Há tempos a ONU se perdeu no personagem. Virou cabide de empregos de diplomatas e amigos de presidentes, reis e ditadores. Tornou-se o ambiente perfeito para países tentarem impor regras enquanto financiam guerras, proxies e redes de influência. As agências se multiplicam em agendas ideológicas, e o multilateralismo virou a arte de produzir declarações grandiosas para mascarar a impotência estratégica.

Mas não porque a ONU virou um palanque ideológico é que deixou de ter relevância. Regimes autoritários que aprenderam a usar a gramática do sistema internacional contra o próprio sistema fazem da ONU uma plataforma ainda legítima e simbólica para atuar segundo os seus interesses. Em política internacional, quem controla a linguagem prepara o terreno para controlar a decisão.

Assim fez a China no caso da covid. O regime segurou a OMS até Pequim indicar cada nome dos “inspetores” e direcionar as “investigações” que chegaram a lugar algum.

Nesse sentido, a sucessão........

© Gazeta do Povo