Com o PT no poder a quase 20 anos, Lula faz campanha como se fosse oposição
Com a campanha eleitoral ganhando tração, nem parece que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT são governo. Tampouco parece que ele está buscando seu quarto mandato e que seu partido governou o país em 18 dos últimos 24 anos.
Se um alienígena desembarcasse no Brasil hoje e acompanhasse a campanha petista, sua impressão provavelmente seria a de que Lula é um candidato da oposição tentando apear seus adversários do poder – e não o atual ocupante do Palácio do Planalto.
Talvez por não ter nada ou quase nada a mostrarem termos de realizações em seu terceiro mandato, apesar da gastança sem lastro que realizou, e por causa dos altos índices de rejeição pessoal e de reprovação do governo apontados pelas pesquisas, o presidente vem se colocando muitas vezes na campanha como se fosse um outsider.
Cobra o “sistema” como se não estivesse à frente dele, em parceria com a ala majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF), integrada por ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, e com o apoio nada discreto dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
Com os juros na estratosfera, a dívida pública crescendo em ritmo acelerado, a quebradeira recorde de empresas, o endividamento da população e a escalada nos preços dos alimentos, em meio ao escândalo do Banco Master e às fraudes bilionárias do INSS, Lula fala como se ele e o PT não tivessem culpa no cartório pela atual situação do país. Isso para não falar do avanço da criminalidade e das filas gigantescas do SUS, que marcaram de forma negativa sua gestão.
Passando recibo de que ele e o PT fizeram muito pouco em quase duas décadas de governo, Lula continua a prometer uma........
