A festa do PT pelo fim da CPMI do INSS fala mais que qualquer narrativa
Ao longo de mais de 10 meses de atividade, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS – que teve a sua prorrogação barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada – foi palco de revelações sinistras sobre o esquema que drenou bilhões dos aposentados por anos a fio.
Depoimentos dramáticos, como o choro de um idoso de 82 anos do Nordeste que perdia R$ 45 por mês de seu benefício para pagar remédio de pressão alta, entraram para a história como símbolos dos estragos causados por um dos maiores escândalos financeiros do país em todos os tempos, junto com o do Banco Master.
Ancorada nas investigações da Polícia Federal, a CPMI do INSS aproximou o caso do Palácio do Planalto, ao apontar o aparente envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico – filho e irmão do presidente – com Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS, acusado de ser o grande articulador das falcatruas. Descobriu também que processos administrativos que deveriam punir as associações envolvidas nas fraudes simplesmente “sumiram” ou mofaram nas gavetas do Ministério da Previdência.
Nada, porém, revelou tanto sobre o que foi – ou deixou de ser – essa CPMI e sobre a armação promovida para abafar o escândalo quanto a imagem bizarra de parlamentares do PT celebrando o fim de seus trabalhos.
A foto dos petistas sorridentes, fazendo o L na sala em que funcionava a comissão, é um retrato perfeito da postura assumida pelo governo, pelo PT e por seus satélites contra........
