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O Brasil e a Internacional do Crime

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09.04.2026

“Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista (...) É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido.” (Farc, Saudação ao Foro de São Paulo, 25 de janeiro de 2007)

Brasil, país do futuro. É bem provável que, hoje, essa alcunha não brotasse da pena do brilhante intelectual judeu exilado nos trópicos entre os anos de 1940 e 1942. Tristes trópicos – como diria um outro intelectual judeu – onde, no fim das contas, o primeiro veio a se suicidar.

Tivesse sido pensada nos dias atuais, a alcunha não teria mesmo um intelectual por autor, mas possivelmente um integrante do Primeiro Comando da Capital ou do Hezbollah. É que hoje, diferentemente dos anos 1940, o Brasil parece ter virado novamente o país do futuro... Mas apenas para o crime organizado transnacional.

O Brasil sob o luloalexandrismo deixa de ser apenas um país com corrupção endêmica para se tornar um nó ativo nas engrenagens do crime transnacional

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Eis o que se depreende da reportagem recentemente publicada na coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles. Em meio a certa fadiga moral – um estado de quase anestesia coletiva após uma rotina de escândalos de corrupção renitentemente impunes, por envolverem virtualmente toda a elite governante do país –, a matéria, intitulada “Rede de lavagem usada pelo Careca do INSS movimentou R$ 39 bilhões”, repercutiu menos do que deveria. Dentre outras informações importantes aí reveladas, uma chama atenção em especial:

“Ao rastrear as transações do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, a CPMI do INSS no Congresso Nacional encontrou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já descobertas no Brasil. Formada por pelo menos 41 empresas de fachada, a rede movimentou pelo menos R$ 39 bilhões e era usada, inclusive, por criminosos ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao grupo terrorista libanês Hezbollah.”

Que plot twist degradante! De........

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