Sicários, jagunços, política e máfia: por que o Brasil não muda
Estamos assistindo ao enésimo caso de violência política de alto escalão, um caso que, na verdade, não deve nada ao crime organizado puro: ordens para “quebrar os dentes” e “moer” pessoas, sicários que tentam se matar em circunstâncias suspeitas etc.
Quem se lembra de quando um importante político, ex-senador e hoje deputado federal, disse “tem de ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”? Ou quando um juiz, assessor do então presidente do TSE, afirmou que “dá vontade de mandar uns jagunços pegar esse cara na marra e colocar num avião brasileiro”? E os casos Marielle Franco? Celso Daniel? Marcos Valério? PC Farias? E os inúmeros casos que ocorrem no interior do país e dos quais nem chegamos a saber? E, antes de matar, não se faz ameaças? Quantos vezes alguém recua ao ser ameaçado, e nem ficamos sabendo?
Esses diálogos da “Turma” de Daniel Vorcaro são, na verdade, o enésimo caso que não é um caso; é a norma. Não quer dizer que não seja gravíssimo, mas a política se tornou isso: favores, acordos, ameaças, chantagem.
Por que casos como o do Banco Master se repetem e continuarão se repetindo? Porque as regras e os incentivos não mudaram
Por que casos como o do Banco Master se repetem........
