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O que fazer com a gestão das bacias hidrográficas?

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16.04.2026

A recente decisão de criar um grupo de trabalho para analisar as cheias de 2026 na bacia do Mondego — incluindo a rotura de um dique e o colapso da A1 — merece atenção. A equipa integra, quase exclusivamente, especialistas em engenharia hidráulica, sanitária e geotecnia, o que garante competência técnica numa área decisiva: compreender o comportamento hidráulico do sistema fluvial face a episódios extremos.

Mas essa é apenas uma parte da história.

Entre 2001 e 2017 foram produzidos cinco relatórios técnicos, quase todos centrados na dimensão hidráulica e geralmente motivados por grandes cheias. Apesar disso, nas últimas duas décadas e meia registaram-se pelo menos três episódios com caudais próximos dos 2000 m³/s (metros cúbico por segundo) em Coimbra - um valor que, segundo o próprio projeto do Baixo Mondego, corresponde ao limite extremo de segurança de uma infraestrutura altamente onerosa. Mais ainda: esse........

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