Partilhar a licença parental: queremos mesmo ou só dizemos que queremos?
Os números que foram revelados no artigo do Expresso são difíceis de ignorar: em 2025, apenas 47% dos pais decidiram partilhar a licença parental com as mães. Pelo segundo ano consecutivo, a tendência inverteu-se. E isto acontece depois de o legislador ter criado incentivos financeiros precisamente para promover essa partilha.
Recorde-se que, em 2023, com a agenda do trabalho digno, foi introduzida uma nova modalidade de partilha na licença partilhada de 180 dias, que é paga a 90%, caso o pai goze em exclusivo 60 dias (ou dois períodos de 30) desses 180. No entanto, considerando que, mesmo numa licença inicial partilhada, a mãe apenas consegue ficar um máximo de 150 dias com o bebé, à primeira visita, não se compreende o motivo pelo qual existem pais que não optam pelo acréscimo de 30 dias após os 150, já que até........
