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O confessionário

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tuesday

A política, em Portugal, é um pecado. Não é bem o pecado original, nem um pecado dos dez que Deus desvelou a Moisés, mas é um pecado chato, chatinho, daqueles que fazemos e pedimos desculpa a seguir. Não se fala de política à mesa. Nem de dinheiro, claro. Como todos os pecados, depois da consumação segue-se a contrição, num confessionário, certos de que o padre por detrás da cortina terá o ouvido direito de Deus, de que nos absolverá de todos os pecados, depois de penitenciados. É uma santíssima trindade que se forma ali. Nós, deus, e o padre. Ninguém sabe, excepto a trindade, quando rezamos as vinte e sete avé-marias, que desejámos muito que o nosso vizinho mudasse de casa. Ou de país, mesmo. Só nós, o padre, e Deus. Um RGPD antigo.

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