Moedas, parte 2: arrastada incapacidade, novidades só para pior
Os seis primeiros meses do segundo mandato de Carlos Moedas caracterizam-se por uma confrangedora incapacidade da gestão PSD/CDS/IL, com o apoio do Chega, para enfrentar problemas que se arrastam há muito. Pior, esta gestão constitui-se como um fator de agravamento destes problemas.
O acordo celebrado entre Moedas/PSD/CDS/IL e o Chega contribuiu, desde o primeiro dia, para acentuar os traços mais negativos da gestão Moedas do primeiro mandato. Alguns exemplos:
- A grave limitação e condicionamento da intervenção dos vereadores sem pelouro, reforçando o pendor antidemocrático de uma gestão que teima em não reconhecer o carácter plural do executivo municipal e em desprezar os contributos construtivos da oposição;
- A distribuição de lugares de responsabilidade, incluindo cargos dirigentes, na Câmara e empresas municipais, fugindo dos concursos públicos (mesmo nos casos em que a lei obriga à sua realização) e optando por critérios de amiguismo, compadrio e favores, em detrimento da competência e adequação ao cargo das pessoas escolhidas;
- A acentuação do carácter de classe de uma gestão que falha clamorosamente perante a esmagadora maioria da população da cidade, mas que ao mesmo tempo leva a cabo uma política de favor ao promotor imobiliário – veja-se, a título de exemplo, o badalado licenciamento das “casas mais caras do país”, na Rua Braamcamp,........
