E se fizéssemos outra Europa?
À nossa volta, há 14 países que querem, poderiam querer ou estão já a negociar aderir à União Europeia. A forma como lidarmos com estes processos será determinante para o futuro da União Europeia e da Europa.
Nos últimos anos, mais evidentemente desde a guerra na Ucrânia, a União Europeia percebeu que o alargamento era um processo tão interno como externo. O valor geopolítico da União e a ordem regional à sua volta dependem de como se relacione com esta vizinhança. Por outro lado, a capacidade de os integrar, institucional e economicamente, pode ser extraordinariamente difícil, para não dizer que é mesmo impossível em alguns casos. O que fazer?
Durante anos, a União Europeia acreditou que um longo processo de adesão era a melhor forma de manter esses países por perto sem ter de os integrar. Servia para estabilizar, democratizar e promover reformas, sem os custos de os ter cá dentro. Foi o que se fez com a Turquia. E correu mal. Nos próximos tempos, a tensão internacional tornará esta estratégia ainda mais difícil. A Rússia quer dominar alguns e a China infiltra-se noutros. Ao mesmo........
