Os perigos do Estatuto do governo
Alarmistas ou néscios poderia ser um outro título para este texto. Tinha o estilo agressivo da moda, colocava, de um lado, os professores que desconfiam dos artigos propostos para o Estatuto da Carreira Docente (ECD) pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), e, do outro, os docentes que confiam.
Mas ofuscava, não permitia centrar o olhar naquilo que interessa – os treze artigos já apresentados pelo MECI -, e mais importante ainda, era corporativo, parecia coisa só de professores – e não é: valorizar o ECD é a solução para o problema da falta de professores.
Este é um problema do país – são 4000 professores por ano que, durante as duas próximas décadas, atingirão a idade de aposentação; cerca de 28% a 35% dos alunos dos cursos de formação de professores não terminam a formação; cresce o número dos jovens professores que abandona a profissão nos primeiros cinco anos. O problema é sério e necessita de uma intervenção urgente.
Nas intenções, Fernando Alexandre incluído, estamos todos de acordo: a valorização do ECD é a solução estrutural:........
