Tudo na mesma
Há um par de dias cruzei-me com uma pessoa que já não via há muito tempo. O elevador em que subia parou, ela entrou e eu cumprimentei-a. Na intenção irrefletida de confortar o silêncio, perguntei-lhe como estavam as coisas.
Carregava um ar impenetrável, olhar entregue ao vazio e um esboço de sorriso arrancado a ferros. Visivelmente conformada com o eventual status quo, respondeu-me de ombros colhidos: “Tudo na mesma”.
Sob o impulso imediato de um alívio que só posteriormente........
