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Esquadras a mais, segurança a menos

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09.04.2026

Já não é a primeira vez que falamos neste tema, e sabemos que o mesmo gera, invariavelmente, muitas reticências e ainda mais dúvidas, sobretudo quando estamos a falar de modelos consolidados há décadas que redundam em habituação. Provoca na população um conforto (aparente) que alimenta uma (falsa) perceção de segurança que é ter uma esquadra de polícia no bairro, na freguesia, ou ali ao virar da esquina.

Penso que toda a gente consegue compreender que, em caso de necessidade, ou imperiosa urgência, não será a esquadra a vir em seu socorro, e que ter tantas, e a funcionar 24 horas, só limitará, ou pelo menos, condicionará, a resposta policial, que se pretende rápida e eficaz, sobretudo quando falamos na proteção de bens jurídicos essenciais como a vida, a integridade física ou a liberdade.

Este é um modelo, infelizmente, cristalizado na PSP e existe uma resistência em arrancar para uma reforma que esteja ajustada a dimensões objetivas de funcionalidade e boa gestão policial, e não de crenças ou ritos que se constituem como meros catalisadores de perceção, e por isso subjetivos, e consequentemente longe da resposta que queremos ou da resposta que precisamos.

Não negamos, de modo algum, o poder e importância que a perceção tem a este nível, sendo ela a interiorização e interpretação interna que uma pessoa faz da mundividência que observa. E neste capítulo parece-nos inegável que ver a polícia, próxima e vigilante, nas ruas,........

© Expresso