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Sozinhos diante do absurdo

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09.02.2026

Hoje proponho um pequeno e desconfortável exercício ao leitor: aceitar, ainda que provisoriamente, a hipótese de que o mundo não é regido por um sentido ou propósito maior. Proponho admitirmos que a realidade funciona somente a partir das forças visíveis que podemos ver nela operar, sem garantias transcendentes ou um paraíso no final. Essa hipótese já acompanha a filosofia há tempos e nos conduz a uma questão, que é exatamente o ponto no qual desejo chegar ao final: se o sentido não é dado, quem é o responsável por construí-lo?

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A passagem de uma visão teocêntrica, na qual Deus ocupava um lugar central e conferia sentido à nossa existência, para uma compreensão antropocêntrica, sem sombra de dúvidas, marca uma das maiores transformações do pensamento ocidental. A ideia não foi a de substituir Deus pelo homem, mas de deslocar a própria fonte de sentido da existência. Aquilo que antes era visto como ordem divina sobre como conduzir a vida, passou........

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