Carnaval pedagógico é um saco!
A pedagogia não inventou a educação. Ela tenta sistematizá-la, condicioná-la e torná-la mais eficiente – para quem? O fato de atingirmos alguns resultados, por si só, não garante um sujeito educado. Em um regime ditatorial, por exemplo, a melhor saída é a ineficiência. Porém, a visão distorcida de algumas pessoas sobre a pedagogia acabou reduzindo-a à pedagogização. É por isso que a ideia de “resultados”, por si só, não salva ninguém. O mais importante talvez seja se perguntar: benefícios para quem? É aí que diferenciamos a crítica da alienação. O alienado é um ótimo cumpridor de ordens, um bom exemplo de sujeito pedagogizado. O indivíduo consciente, por sua vez, é um grande perguntador.
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Nem sempre uma organização pedagógica é educativa. Em algumas vezes, ela organiza para não educar, pois o sujeito educado é reflexivo. Ao contrário, o pedagogizado é esvaziado de sua importância. Quando os gregos inventaram essa palavra, o pedagogo era o escravo que conduzia a criança até o seu mestre. Na essência do termo, a noção de vigilância. É por isso que a pedagogia moderna se especializou em ser uma espécie de inspetora, pronta para corrigir desvios daqueles que desejam trilhar um caminho próprio.
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