Tarifas embutem interesses eleitorais e negócios da plutocracia de Trump
O imbróglio do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil é mais do que um contencioso comercial, no qual os dois países negociam tarifas com base em interesses recíprocos. Como ficou evidente ontem, com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), há dois eixos cruzados de negociação.
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O eixo com o qual o Itamaraty trabalha é econômico-empresarial, no qual pesam os interesses concretos das cadeias produtivas integradas entre Brasil e EUA; Flávio privilegiou o viés ideológico-político, fortalecido pela conjuntura eleitoral nos dois países, que favorece a ofensiva da direita norte-americana contra regulações, instituições e governos que não se alinham à sua agenda.
Os negócios entre empresas brasileiras e norte-americanas aparecem nas manifestações encaminhadas ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na investigação aberta com base na Seção 301. Foram 335 manifestações de empresas e organizações brasileiras e americanas, além de 30 de pessoas físicas. Entre elas estão gigantes........
