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O fantasma de Cristiano e a sombra de futuro dos líderes de oposição

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22.07.2026

O mineiro Cristiano Machado (1893-1953) era advogado e diplomata quando se aventurou na política. Ex-prefeito de Belo Horizonte antes da Revolução de 1930, nas eleições de 1950, seu nome saiu da cartola dos caciques do PSD para enfrentar o candidato da UDN, Eduardo Gomes. Durante a campanha, porém, perdeu o apoio em seu próprio partido e de aliados para a candidatura de Getúlio Vargas. Essa traição recebeu um nome hoje consagrado na política brasileira: “cristianização”.

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Foi uma espécie de conto da carochinha. Em 15 de maio de 1950, reunidos na casa de Cirilo Júnior (presidente do partido), os caciques do PSD indicaram Cristiano à Presidência. O político mineiro ficou de procurar Getúlio Vargas (PTB) e Ademar de Barros (PSP), oferecendo a vice-presidência na chapa. O general Góis Monteiro transmitiria essa escolha ao presidente Eurico Gaspar Dutra. Vargas não fez objeção.

Entretanto, a ala getulista do PSD do Rio Grande do Sul recusou-se a aceitar a candidatura de Cristiano. Membros PSP, comunicaram que também não apoiariam o nome de Cristiano, já que a candidatura de Vargas seria apoiada por Ademar. Mesmo assim, o nome de Cristiano Machado foi aclamado no dia 9 de junho. A convenção do partido não........

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