Morte de Erfan pode ser o catalisador da derrubada do regime iraniano
A execução do jovem Erfan Soltani, 26 anos, na forca, nesta quarta-feira, sob acusação de terrorismo, pelo regime do aiatolá Ali Khamenei, 86, tem potencial para agravar a mais grave crise enfrentada pela República Islâmica desde 1979. A morte de um manifestante não é novidade na longa história de repressão do Estado teocrático iraniano. Mas há momentos em que um único corpo, pendurado em praça pública, condensa o medo, a indignação e a ruptura moral de uma sociedade que já não aceita ser governada pela combinação da moralidade religiosa, vigilância militar e miséria econômica.
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É por isso que a morte de Erfan pode operar como catalisador de mais manifestações populares e também de uma reação internacional mais dura, com repercussões econômicas e diplomáticas que ultrapassam o Oriente Médio e atingem diretamente países como o Brasil. Não está descartada uma intervenção militar norte-americana mais letal do que o bombardeio das instalações nucleares norte-americanas, durante a guerra de Gaza, com apoio dos agentes do Mossad, o serviço secreto de Israel, especialista em execuções de seus inimigos.
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