Denúncias tornam Jaques Wagner insustentável na liderança
A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, em Brasília e Salvador, ontem, gerou mais instabilidade entre os Poderes no rastro do escândalo do Banco Master. O líder do governo não foi denunciado, não é réu e nega as acusações, mas sua inclusão entre os investigados arrasta o governo Lula para o centro das investigações e produz efeitos políticos que transcendem os aspectos penais. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a questão central não é apenas saber se houve ou não prática criminosa, mas avaliar o impacto das suspeitas e a escala das suas consequências eleitorais.
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A responsabilização de Wagner depende de provas robustas, contraditório e sentença judicial, mas sua permanência no cargo abala a imagem de Lula, mas também a credibilidade das instituições e a confiança da sociedade em seus representantes. As suspeitas formuladas pela Polícia Federal, acolhidas parcialmente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, são graves. Segundo a investigação, Wagner teria mantido interlocução privilegiada com o banqueiro Augusto Lima, apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A PF sustenta que essa relação teria sido utilizada para promover interesses do grupo financeiro no Congresso Nacional.
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