Sucessão em empresas familiares: quando a mediação ajuda a preservar o lega
Uma empresa pode trocar de presidente sem trocar de comando. Esse é um dos maiores impasses da sucessão familiar: tudo muda no papel enquanto a autoridade continua no mesmo lugar. O fundador deixa a presidência e o sucessor assume. Meses depois, diante de uma decisão importante, diretores ainda procuram quem deveria ter deixado o comando. Se o cargo mudou, mas a decisão continua nas mesmas mãos, o que de fato foi transferido?
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Ações e cargos podem ser transferidos; legitimidade, não. Nas empresas familiares, a lógica da família e a lógica do negócio convivem. De um lado estão vínculos, histórias e expectativas construídos por décadas. Do outro, a empresa exige competência, governança e responsabilidade por resultados. Quando esses sistemas se sobrepõem, decisões podem carregar questões familiares nunca tratadas com clareza. Ignorar essa dimensão é compreender apenas parte do problema.
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