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Rogério Flausino brinca que está velho para o rolê do carnaval

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19.02.2026

Trio elétrico não é novidade para Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest. No início dos anos 2000, o grupo fez 12 trios passando pelo Carnatal, pelo Cabofolia e outros carnavais fora de época.

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“Foi divertido, mas aprendemos que não é para qualquer um”, recorda. Em Salvador, Rogério também já subiu nos trios de Ivete, Chiclete com Banana, Asa de Águia, Carlinhos Brown e Claudia Leitte.

Mas para ele nada foi tão legal quanto cantar no carnaval de Belo Horizonte como convidado do bloco Beiço do Wando, que desfilou das 9h15 às 14h no domingo (15/2).

• DESCANSO“Fui muito bem recebido, a turma toda do Beiço do Wando muito legal, o dia maravilhoso e a energia gostosa”, enumera o cantor, que precisou da segunda-feira para se recuperar do agito.

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“Não tenho idade para isso mais, não”, disse, com bom humor, antes de pegar a estrada e tirar uns dias para descansar com a mulher, Lud Carvalho.

• CARNAVAIS DE OUTRORARogério sempre gostou de carnaval e afirma que a sua primeira lembrança é maravilhosa. “São os carnavais de clube de Alfenas, no Sul de Minas, minha terra, onde nasci, onde meus avós, Dé Flausino e Hermínia, eram mais ou menos Reis Momos da história e botavam pra quebrar. Eles se fantasiavam, reuniam a família inteira, faziam as festas em nossa casa e depois ia todo mundo para o clube. Cresci no meio disso”, recorda.

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Já adolescente, há pouco mais de 32 anos, morando em BH, não esquece o seu primeiro carnaval, indo para Ouro Preto. Depois teve uma fase longa na Bahia. Rogério diz gostar demais do carnaval da Bahia, mas, para ele, é uma coisa maravilhosa ver essa manifestação acontecendo aqui com os blocos.

“Estamos começando a receber a galera de fora, mas essa coisa dos blocos daqui traz uma leveza, é uma coisa cultural feita por gente da nossa terra. É muito bonito ver a cidade se manifestar desta forma através dessa alegria com um toque mineiro. Acho bacana demais.”

• PALCO E TRIOO cantor diz que apresentação no palco e no trio são emoções completamente diferentes. “Em um palco fixo, as pessoas estão ali por ordem de chegada, e você fica ali durante duas horas, talvez, com aquela galera mais ou menos naquela posição. Quando você está em cima de um caminhão, a cada 20 metros que esse caminhão anda é um público totalmente novo, que estava te esperando chegar. Ele já estava te ouvindo, mas agora você está na frente dele. E assim por mais 20 metros e mais 20 metros – é uma renovação de energia constante”, comenta Rogério.

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“Cada música é uma explosão, às vezes a cada refrão é uma explosão. O trio tem essa essa loucura e é por causa dessa energia que, seja aqui ou na Bahia, os músicos conseguem ficar cinco, seis horas sem parar em cima de um trio.” Para Flausino, essa energia dos foliões é uma injeção de ânimo. “É muito, muito bom mesmo.”

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• COINCIDÊNCIASDurante o carnaval, o Jota Quest tem folga na agenda. Com isso, cada um faz o que quiser, inclusive cantar no carnaval. Além disso, Nina, filha de Rogério e Lud, que está estudando fora, veio passar o carnaval em BH com os amigos. “Achei demais o convite dos meninos [do Beiço do Wando]. O ensaio onde conheci todo mundo foi legal para caramba e, depois, subir no trio na Avenida Brasil foi sensacional”, vibra.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.


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