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Esta valsa ainda não é nossa

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08.03.2026

Em 1913, a escultora Camille Claudel foi internada em uma clínica psiquiátrica, pela mãe dela e o irmão, e lá passou os últimos 30 anos de sua vida. Nos anos em que esteve com seu “mestre e amante” Rodin, há indícios de que algumas de suas obras tenham sido apropriadas por ele. Em 1932, Zelda Fitzgerald, mulher do escritor F. Scott Fitzgerald, internada em um hospital psiquiátrico, escreveu sua autobiografia “Esta Valsa é minha”- um lúcido resgate de sua essência.

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Dez anos antes de sua autobiografia, Zelda Fitzgerald revelou que seu marido havia roubado seu diário e extraído trechos e inspirações para seus livros: “Parece-me que, em uma página, reconheci uma parte de um antigo diário meu que misteriosamente desapareceu pouco depois do meu casamento, e também fragmentos de cartas que, embora consideravelmente editados, soam vagamente familiares”. Como ela mesma disse, “o plágio começa em casa”.

F. Scott Fitzgerald e D. H. Lawrence: histórias de Hollywood e da condição feminina na Inglaterra

Cópias de cartas e de trechos do seu diário pessoal não impediram Zelda de escrever um livro belíssimo, que muito me marcou aos 21 anos de idade. Ela era uma mulher livre, uma cabeça sem limites para a criatividade, os desejos e o viver. No entanto, na conturbada relação que viveu com seu marido, coube a F. Scott Fitzgerald os créditos da genialidade........

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