Zema mira o inferno de Flávio para crescer
Um dia depois da confirmação do PL de que irá se coligar ao Republicanos na sucessão mineira, afastando-se do governador Mateus Simões (PSD) e, no plano nacional, também distanciando-se de uma composição com o ex-governador Romeu Zema (Novo) no primeiro turno – Zema lança uma nova aposta. Ele, que já havia atacado o ex-aliado Ciro Nogueira pelo envolvimento no caso Master, chamando-o de “vendido”, viu a oportunidade de se destacar na corrida presidencial. Disparou agora contra outro ex-aliado, o filho do ex-presidente da República: “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou.
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O mineiro parece disposto a queimar as caravelas desenhadas para águas bolsonaristas. Tem um motivo. Os mais recentes levantamentos de intenção de voto seguem apontando para a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, que não deixa espaço para as candidaturas alternativas. Mesmo estando na órbita ideológica do bolsonarismo, Zema lançou o novo petardo: já que é nome descartado para a posição de vice na chapa de Flávio Bolsonaro, identificou o momento de partir para o tudo ou nada. Ainda que isso lhe custe o “repúdio” definitivo da base leal bolsonarista e da família.
Zema mirou a artéria: há um escândalo, que atinge o filho do ex-presidente, que é o seu grande empecilho para performar na sucessão presidencial. Agarrou o cavalo arriado, sem considerar os detalhes da estrada. E vai tentar puxar Mateus para a garupa. O raciocínio político é: se o PL vai mal no plano nacional, não será boa companhia em Minas. Vale o mesmo para a poderosa Federação União Progressista, que sem........
