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Zema e Mateus no teatro do bem contra o mal

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22.04.2026

Embora homenageado com a Grande Medalha da Inconfidência, André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não compareceu à solenidade deste 21 de Abril em Ouro Preto. Sempre é possível inferir as razões. Se viesse, estaria respaldando a narrativa discursiva do ex-governador Romeu Zema (Novo), que, decidido a usar o desgaste do STF como escada à sua pré-campanha à Presidência da República, enquadrou instituição no campo do “mal” a ser combatido, contra o qual, ele Zema, seria a “encarnação do bem”.

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Animado com a visibilidade que alcançou na mídia nacional pelo tolo palanque que o ministro Gilmar Mendes lhe ofereceu, o ex-governador mineiro ganhou fôlego para seguir, impoluto, fazendo política com o discurso da antipolítica. O discurso tosco toca na frustração difusa que domina a alma de tantos cidadãos das democracias ocidentais em crise. Ao mesmo tempo em que pretende se apresentar como “autêntico”, usa o “inimigo” como amálgama: o STF, o governo federal, o PT, a carga tributária colonial são lançados no mesmo saco, o monstro único, que ele chama de “Os Intocáveis”. É a nova versão do “nós” contra “eles.

O ex-governador segue na cantilena que um dia deu resultado com Jânio Quadros e, em outra época, com Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás. Desta vez, acertou em cheio o alvo predileto da direita bolsonarista à qual emite acenos: atacou um STF em seu pior momento, com alguns de seus ministros na berlinda. Tais mazelas, que precisam ser corrigidas, contudo, não diminuem........

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