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TJMG se une contra declarações de Simões

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10.02.2026

Ao ameaçar descumprir decisões judiciais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e anunciar que, quando assumir o governo de Minas – o que irá acontecer até o fim de março –, irá impor “limites” ao órgão, o vice-governador Mateus Simões (PSD) conseguiu uma proeza. Alcançou unanimidade entre os quatro grupos de desembargadores que atuam, a depender do contexto da disputa eleitoral interna, em maior ou menor convergência.

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“Na hora que mexe com a instituição, não tem grupo. A unidade é absoluta. Não há divergência entre grupos quando se trata de ataque ao Judiciário”, afirmou um desembargador a esta coluna nessa segunda-feira, sob condição de sigilo de identidade, refletindo o sentimento de outros magistrados ouvidos.

Considerada “bravata eleitoral”, desembargadores estranharam o posicionamento do vice-governador, diante de uma decisão técnica do TCE envolvendo o programa estadual de escolas cívico militares – que não tem previsão orçamentária e, segundo a Corte, não tem planejamento –, que foi confirmada no âmbito do Tribunal de Justiça.

Mateus Simões sobe o tom acreditando cativar o eleitorado de viés bolsonarista, num momento em que está enfrentando dificuldades na articulação das alianças. A eventual confirmação da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) representa, para o vice-governador, o mais forte obstáculo ao crescimento de sua candidatura, que, neste momento, ainda apresenta baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Ainda que assuma o governo com a desincompatibilização do governador Romeu Zema (Novo) e tenha o apoio, pela força da máquina,........

© Estado de Minas