menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Mulheres do mundo, uni-vos!

20 0
03.07.2026

Michelle Bolsonaro queria reforçar os seus espaços de atuação no PL e se firmar na disputa com o enteado Flávio Bolsonaro por protagonismo no campo bolsonarista. Problema algum há nisso. A política é o espaço de embates entre lideranças e de ideias pela busca por convergências possíveis – e por vezes, até impossíveis. A ressalva está no gênero. Michelle é a “esposa” que, segundo a interpretação bíblica conferida pela fé que professa, deve ser “submissa” ao marido. Não à toa, ao divulgar as duas partes de seu bombástico vídeo, em que denuncia ter sido “humilhada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro, mencionou 30 vezes a palavra “marido”, sete vezes “Jair”, seis vezes “família” e três vezes “meu galego”.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Michelle sustenta o seu argumento “passivo-agressivo” de enfrentamento a Flávio, demonstrando a sua capacidade política ao estruturar o PL Mulher no país – assim rebatendo a acusação do enteado de que ela não “entende” de política –, justifica o conteúdo que grava pela validação do “líder”. Ela não estaria participando da política por um desejo (legítimo) de exercer poder em defesa de causas, mas porque foi posta ali, pelo “chefe”.

Como Michelle Bolsonaro recebeu apoio da senadora Damares Alves (PL-DF), a machosfera bolsonarista se revoltou. E se articulou em ataques combinados, como de resto, é useira e vezeira contra mulheres que participam da esfera pública e reclamam por igualdade de oportunidades, salarial, e do direito à proteção de seus corpos.

Sim, mulheres são vítimas de violência na política, que também se escala na esfera privada, na esfera profissional e em todos os âmbitos da sociedade. As parlamentares mineiras........

© Estado de Minas