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Estar no PSD ou no PL, eis a questão de Mateus

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30.01.2026

Em 2006, aliados do então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), consideravam natural o apoio dele à candidatura de Geraldo Alckmin, à época também tucano. Mas a dobrada que se consolidou foi batizada de “Lulécio”: eleitores cravaram Lula e Aécio nas urnas e nenhum aliado em Minas tentou convencê-los do contrário. Em 2010, igualmente, o então governador Antonio Anastasia considerava natural apoiar José Serra (PSDB). Mas “Dilmasia” foi a charada que se desenhou na cabeça do eleitor mineiro. As urnas apontaram a realidade: políticos e partidos nem sempre transferem votos. Não se lhes deve atribuir o poder de uma lei de gravidade; eles definitivamente não operam bem sobre o terreno magnético em que se assenta o eleitor.

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Poucos dias após balançar a sucessão reunindo no PSD três governadores presidenciáveis de oposição, Gilberto Kassab observa os movimentos de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Sepultada momentaneamente a hipótese de Tarcísio ao Planalto, Kassab diz que considera “natural” o apoio do governador a Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo pai para carregar o legado eleitoral da família.

Em política, contudo, o “natural” não passa de ficção retórica. A natureza é a máscara da conveniência, até que seja fagocitada pelas circunstâncias. Tarcísio diz que apoia Flávio. Michelle Bolsonaro, idem. Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, também. Os........

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