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Opinião | Por que os experimentos de tutela americana na América Latina fracassaram

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12.01.2026

Como fica o governo da Venezuela após a queda de Maduro?

Sem María Corina Machado e com Delcy Rodríguez como presidente interina, EUA buscam evitar a instabilidade de uma mudança total de regime.

Na semana passada, após a operação militar dos Estados Unidos que levou à queda de Nicolás Maduro, o governo Trump anunciou que pretende administrar, a partir de Washington, a produção, a venda e o uso das receitas do petróleo venezuelano. A proposta vai além da supervisão técnica: ao sugerir que os EUA poderão decidir o destino final desses recursos, ela concede a Washington influência direta sobre o principal eixo do orçamento do país sul-americano. Trata-se de uma iniciativa sem precedentes no pós-Guerra Fria — mas com paralelos na história americana do início do século XX.

O modelo implícito remete às chamadas “tutorias” ou receiverships fiscais adotadas pelos Estados Unidos no início do século XX. Diferentemente de ocupações formais, esses arranjos — protetorados de facto — preservaram, no papel, a soberania, mas na prática restringiram severamente a autonomia dos países envolvidos. Entre 1904 e os anos 1930, Washington implementou mecanismos desse tipo em diversas partes da América Latina e do Caribe, sobretudo na República Dominicana, mas também em Cuba, Haiti, Nicarágua e Panamá. O controle das........

© Estadão