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Opinião | Estranho ano para a Justiça

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02.01.2026

Diz o poeta que o último dia do ano não é o último dia da vida. Ela é um fluxo incessante.

Muitos problemas do ano que termina se projetam no ano que começa. Com as eleições, surgem sempre esperanças. Uma delas é a de o Brasil seguir seu caminho de interlocutor na crise ambiental. Podemos esperar novidades sobre transição energética, proteção das florestas e, quem sabe, é possível que o oceano seja finalmente notado pelos dirigentes nacionais.

A própria política externa, que tem pouco espaço nos programas eleitorais, tem crescido. Estamos, por exemplo, diante de uma nova e agressiva Doutrina Monroe com a possibilidade de guerra na Venezuela – com quem temos 2.199 quilômetros de fronteira. Será interessante examinar a posição dos candidatos. Ninguém defenderá Maduro, como aliás, ninguém defendeu Saddam Hussein na guerra do Iraque. No entanto, muitos condenaram a invasão americana. O que aconteceu no Iraque parece bastante remoto diante de uma crise armada na nossa fronteira num ano eleitoral.

As eleições vão ocorrer num momento especial, sobretudo no Congresso. Os parlamentares conseguiram incluir no Orçamento uma verba de R$ 60 bilhões para suas emendas. Além disso, na forma de um jabuti, tentam resgatar R$ 3........

© Estadão