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Cibersegurança na Saúde: protegidos ou expostos?

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24.01.2026

Aquilo que em tempos fazia parte do guião de filmes de ficção científica e espionagem é hoje uma realidade concreta, recorrente e preocupante.
O cibercrime deixou de ser uma ameaça abstrata para se tornar um risco quotidiano e o setor da Saúde é um dos seus alvos preferenciais.
A Saúde destaca-‑se, a par do setor financeiro, como um dos setores mais visados por ciberataques. O paradoxo é evidente: quanto mais digitais, interligados e eficientes se tornam os sistemas de saúde, maior é a superfície de ataque e a exposição ao risco.
Basta pensar num cenário aparentemente banal: um profissional de saúde acede ao processo clínico de um doente e, sem o saber, essa ação é monitorizada ou explorada por um atacante remoto. A ameaça é silenciosa, persistente e muitas vezes invisível. A pertinência sobre a real proteção ou a vulnerabilidade dos sistemas ganha assim maior relevância.
Os motivos que tornam a Saúde um alvo prioritário são múltiplos e bem identificados. As instituições de saúde armazenam dados altamente sensíveis, de elevado valor no mercado ilegal e praticamente impossíveis de substituir. 
Além disso, suportam infraestruturas........

© Diário do Minho