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Dividir culpas

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17.03.2026

Desta vez, o título nasceu primeiro do que o texto numa reunião de amigos numa famosa pizzaria do outro lado do Atlântico. Ao inspirador, que foi Álvaro Protasio, juntei a sua proposição ao que escutara do evangelista Lucas (18, 9-14) no mesmo dia e resultou a reflexão que se segue, que nada tem a ver com religião, mas com cidadania e representação democrática.

Do que me lembro do período democrático que vivi, e vivi-o desde 1974, sempre os agentes políticos se culparam do que não ia bem, dos atrasos nas reformas necessárias que o país precisava e de qualquer matéria que servisse os interesses partidários. Quem estava no poder culpava os antecessores e os que atravessavam o deserto na oposição reclamavam mudanças que os próprios não fizeram enquanto governavam.

A situação hoje não mudou na substância, embora tenha mudado no tom. Para pior, com maior desfaçatez e muita cara de pau, como se costuma dizer. Se........

© Diário do Minho