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IA, Guerra e Consciência: Estamos a ultrapassar as linhas vermelhas?

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04.03.2026

Como as recentes movimentações militares e geopolíticas, a guerra e o uso da IA para fins bélicos têm suscitado grandes mudanças que, em última análise, impactam também o nosso dia a dia e fazem-nos refletir.

Se ontem todos usávamos o ChatGPT livremente e sem preocupações, hoje talvez já possamos pensar de forma diferente. Senão vejamos.

Com o recente comunicado de Dario Amodei, da Anthropic, sublinhando que há linhas intransponíveis e que, em alguns casos, podemos ter chegado a um ponto em que nem tudo é aceitável, agindo mais contra as democracias do que na sua defesa, percebemos que as preocupações dos últimos meses vêm agora à luz do dia, bem mais cedo do que prevíamos.

Em negociações com o Governo dos Estados Unidos e com o seu agora designado Departamento de Guerra, a Anthropic não aceitou duas condições: a vigilância massiva nacional dos cidadãos e armas totalmente autónomas, assumindo-as como linhas vermelhas intransponíveis. Em contrapartida, pelo menos numa primeira instância, a OpenAI parece não ter tido a mesma posição, tendo apenas ontem........

© Diário do Minho