OS DIAS DA SEMANA “O poeta dorme. É a hora do jardineiro.”
Cees Nooteboom, um dos mais notáveis escritores contemporâneos, morreu na quarta-feira* em Espanha, em Menorca, nas Ilhas Baleares. O diário Le Monde, muito justificadamente, referiu, na edição datada de ontem, que o escritor neerlandês passou agora a integrar esse honroso “clube dos grandes ‘esquecidos’ do Nobel” da Literatura, juntando-se a Virginia Woolf, Jorge Luis Borges, Italo Calvino e Philip Roth, por exemplo. Mas, como o jornal francês bem dizia, mais do que por qualquer prémio, será mais bem honrado pela memória literária e pelo entusiasmo dos seus inúmeros leitores. Pena é que os seus livros, poucos, que já foram editados em Portugal estejam, quase todos, indisponíveis nas livrarias. Despedida. Poema em tempos de vírus, publicado pelas Edições Alambique, em Setembro de 2023, é excepção.
O poeta dorme. É a hora do jardineiro. / Folhas mortas, a terra molhada e negra, cacto / envolto nos seus espinhos, filho / da tempestade. Dentro de um ano brotará a........
