Governar para todos – Braga
Quem acompanhou as últimas eleições em Braga verificou que o debate foi feito em torno das ideias do atual Presidente da Câmara. Foi ele quem marcou o ritmo e os tempos do debate, unindo à sua volta todos os candidatos com um único propósito: menorizar a sua visão e o seu projeto. No entanto, os bracarenses quiseram precisamente aquilo que todos os outros candidatos não queriam: que fosse ele o nosso Presidente da Câmara. E, depois de umas eleições tão ruidosas, todos temos vivido com a calma tranquila de uma governação que concretiza diariamente e deixa o folclore político para os seus adversários.
Aliás, esta forma de governar é tão rara na espuma dos dias políticos que, por vezes, sentimos que já nem sabemos viver assim: com clareza, firmeza e um silêncio concretizador. Hoje, cada um de nós sente o aumento considerável dos combustíveis, mas as pessoas que utilizam os transportes públicos em Braga não sentem essa diferença, e isso é socialmente responsável. Esta escolha de não aumentar os preços das viagens na TUB demonstra que o caminho definido — o da gratuitidade — está em curso e que, uma vez mais, através de um silêncio ativo, se toma uma decisão que afeta positivamente a vida de tantos no seu dia a dia, fazendo-nos sentir representados na forma como a justiça política vai acontecendo em Braga.
Porque ser social-democrata é, cada vez mais, entender que a justiça é algo prático, algo que temos de aplicar no quotidiano. E esta decisão alia dois grandes princípios de responsabilidade: proteger aqueles que usam os transportes públicos no seu dia a dia e que não têm alternativa, e continuar a assegurar um futuro mais sustentável. Esta é a verdadeira social-democracia, concretizada em medidas muito objetivas, mas essenciais para a vida das pessoas.
No entanto, apercebemo-nos de que às dezenas de medidas já tomadas se somam outras que simbolizam bem a forma de ser deste executivo. Estando em minoria, a tendência poderia ser a de se proteger dos momentos mais difíceis e dos debates que pudessem expor as divisões próprias de uma governação minoritária. Mas não é assim que o Presidente da Câmara olha para a sua cidade. Quer mais transparência e, por isso, assumiu como uma das suas prioridades tornar públicas as reuniões do executivo municipal.
Isto demonstra não só o seu posicionamento democrático, mas também a sua convicção de que as decisões da cidade devem ser tomadas perante o olhar de todos e sem medo do escrutínio dos bracarenses. Aliás, esta é uma decisão que colocará perante todos os cidadãos aqueles que são coerentes e consistentes no seu processo de tomada de decisão, e aqueles que vão recuando perante a pressão da opinião pública.
Este é um governo minoritário da cidade, que fala com todos, mas que não aceita que aqueles que não têm uma ideia para Braga possam querer condicionar a vida dos bracarenses. E não há nada mais democrático do que isso.
João Rodrigues tinha apresentado aos bracarenses 12 medidas-chave e, dessas, já iniciou ou concretizou uma grande parte: a construção da Circular Externa de Braga; a criação das condições para, no futuro, os transportes públicos poderem ser gratuitos para todos os cidadãos; um plano permanente de manutenção de vias e passeios; o aumento das áreas destinadas a atividades económicas; a implementação de videovigilância e o reforço da segurança.
Muito está a ser feito, muito ainda será feito. Sem fugir aos problemas que se arrastavam há demasiado tempo, João Rodrigues tem vindo a mudar o paradigma da governação. E é com satisfação que o vemos a resolver aquele que vinha sendo um problema no centro da cidade. A adjudicação da obra do São Geraldo é agora uma realidade e, com isso, Braga ganha mais um centro cultural. Numa cidade cada vez mais cosmopolita, é importante cuidar das infraestruturas e enfrentar os problemas que afetam diretamente a vida dos bracarenses.
