Às velhas, boas e genuínas amizades
Dei comigo, há dias, ao entardecer de um pardacento e morno dia de primavera (rua fora, mãos nos bolsos, passada lenta e assobio ao vento) a filosofar, para dentro, sobre a amizade; e, então, cheguei à linear conclusão de que a verdadeira, a boa e genuína amizade é como o vinho do Porto: Quanto mais velho, melhor (não sei se alguém, mesmo não sendo filósofo, já disse isto que eu digo, mas para o caso também pouco ou nada interessa).
Ora, no fundo, isto quer dizer que a tal amizade tem que ser caldeada pelo tempo e experimentada nas escolhas como nas adversidades; e resistir-lhes como granito ao ácido ou castanho ao tempo, porque a genuína, verdadeira e boa amizade não é um sentimento que se encontra à venda em qualquer esquina ou se produz com qualquer mistela ou se aperfeiçoa com qualquer unguento.
Estou mesmo em afirmar, preto no branco, que não sei de coisa mais linda no mundo........
