Quaresma: “o meu caso”
O tempo quaresmal deve ser interpretado como um verdadeiro caminho a percorrer. Neste avançar, emergem sinais que devem transformar-se em bússolas norteadoras de sentido. Surgem em qualquer lado, mas, para quem acredita, sobretudo na Palavra de Deus. Neste aspeto, os profetas do Antigo Testamento tornam-se mestres de grande atualidade. São textos antigos, mas repletos de perene novidade.
De entre eles, Isaías ocupa o primeiro lugar. Tudo quanto disse está situado num contexto histórico. O “hoje” ganharia imenso se os acolhesse.
Partilho um pormenor que me chamou a atenção. Alerta para as “brechas a reparar” e para as “casas em ruínas” a restaurar. Perante este cenário de responsabilidade, acrescenta: “não voltar as costas ao teu semelhante”. É fácil “voltar as costas”, fingir que não se vê ou não se sabe. Muitos seguem por caminhos de indiferença e alheamento. Cada um que se arranje. Haverá sempre alguém que cuide e encontre resposta. Olho para mim e fecho-me, quase sem me aperceber, e o semelhante........
