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Fidelidade – sinal de páscoa

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09.05.2026

A minha crónica de hoje parte de um raciocínio alicerçado numa certeza, embora com muito de interpretação pessoal. Situo-me no tempo litúrgico que estamos a viver: viemos da Páscoa e caminhamos para o Pentecostes. Na história da Igreja, quer bíblica quer profana, não temos muitas certezas sobre o que então se passou. Os escritos sagrados são bastante omissos quanto ao modo como os Apóstolos e os discípulos viveram aqueles momentos pascais.

A paixão, a crucifixão e a morte dispersaram-nos, e alguns começaram a delinear projetos distintos, regressando às suas terras e às ocupações anteriores. A Ressurreição encontra-os perplexos, “perdidos”, embora ainda unidos e no mesmo lugar. O Livro dos Atos dos Apóstolos, de modo muito sintético, expõe o essencial: “A eles apareceu vivo depois da sua paixão e deu-lhes numerosas provas disso, com as suas aparições durante quarenta dias, falando-lhes do Reino de Deus”. Quanto ao seu futuro, apenas subsistia uma grande certeza: “Ides receber a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo” (Act 1, 3.8).

Corresponderam a esta certeza permanecendo “na sala de cima, lugar onde........

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