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“Quinto Evangelho”

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30.05.2026

Causou grande impressão a escolha do nome pelo atual Papa. Para ele, o significado era muito claro e tornou-se, para a Igreja, por si só, um verdadeiro programa. Com efeito, ninguém duvida de que quis olhar para a história recente, onde descobriu um Papa que reconheceu as coisas novas que estavam a acontecer e para as quais a Igreja, na fidelidade ao Evangelho, deveria encontrar respostas igualmente novas.

Leão XIII, perante os desafios de um mundo novo gerado pela Revolução Industrial, quis que a Igreja tomasse partido em defesa da nova classe operária. Assim, com a Rerum Novarum, nascia a Doutrina Social da Igreja, não no sentido de novidade absoluta, pois a experiência e a reflexão sobre temas como o bem comum, a liberdade, a solidariedade e a caridade marcaram a sua história plurissecular. Depois, ao longo de todo o século XX, foi-se experimentando como a vida social e a missão da Igreja constituíam uma única dinâmica. A propósito, dizia alguém: “A existência humana é uma operação divina e as vicissitudes de cada dia assumem o valor de uma liturgia.”

Os cristãos foram convocados, com frequência, para uma ação transformadora da história: ser Igreja no mundo e, aí, optar por atitudes evangélicas, trabalhando para que........

© Diário do Minho