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Humor e realidades

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Iniciando o presente texto com leve tonalidade de humor, fizeram-me rir e reflectir há dias de como “continua este país”.

Que um sujeito passou à porta da Assembleia da República e que vindas de dentro, ouviu pronunciar em voz alta “fascista, palhaço, anormal, vigarista, incompetente, corrupto”, etc. etc. e que perguntou ao porteiro o que se passava dentro da Casa da Democracia. Que o porteiro lhe disse: “não se passa nada, só estão a fazer a chamada para ver se os deputados estão todos”.

Ora isto é humor, são formas de brincar com a política, são piadas que vão dando a perceber de que embora se brinque, a brincadeira contém uns pozinhos de verdade.

É certo que em qualquer país onde a democracia se pratica, onde a democracia é fiscalizada e se procura aperfeiçoar em benefício dos partidos políticos e só depois do povo, há exaltações, há excessos de zelo e por vezes até as cadeiras rolam pelo ar. Mas, em rigor, isso não é democracia e, em Portugal, tem havido incivilidade pura, violência verbal e total falta de respeito para com os votantes eleitores, principalmente a incivilidade testemunhada por deputados da........

© Diário do Minho