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Notas soltas

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26.03.2026

O artigo de hoje é composto por uma série de notas soltas, pelo que pode não existir ligação direta entre elas.

O SC Braga reverteu a eliminatória da Liga Europa, ao golear o Ferencváros (Hungria) por quatro golos sem resposta. Ficou, assim, corrigida a imagem da primeira mão, em que a nitidez fotográfica esteve ausente. A tarde épica de 18 de março de 2026 constará dos melhores registos europeus de sempre.

Ricardo Horta, que foi o nome maior da eliminatória referida, foi escolhido pelo selecionador Roberto Martínez para os jogos da seleção lusa. Esta chamada é o reconhecimento do trabalho de excelência que o capitão bracarense tem vindo a realizar, sendo meu desejo que ainda consiga uma vaga no grupo da fase final do Mundial de 2026. Ricardo Horta é o maior nome da história do SC Braga, certificado pelos números e pela influência positiva na equipa.

A Liga Europa prossegue com o duelo frente ao Bétis de Sevilha. Será um desafio exigente, mas quem está nesta fase não pode esperar facilidades. Passo a passo é o caminho a seguir, que pode conduzir o SC Braga até Istambul, onde se disputará a final, desde que a equipa de Carlos Vicens seja competente e revele um espírito de conquista sem limites. O sonho continua bem vivo em Braga.

O SC Braga recebeu o FC Porto, frente ao qual perdeu (1x2). Os arsenalistas estiveram em vantagem, mas um erro defensivo individual, no golo do empate, e um erro do árbitro António Nobre — ao mandar parar o jogo após observar uma falta atacante e ordenar mal a repetição do canto — que redundou no golo decisivo e pode valer o próximo título de campeão. Os bracarenses deixaram o jogo resvalar para um plano mais físico, onde os portistas costumam sentir-se confortáveis.

A Pedreira assistiu a uma postura miserável do banco do FC Porto, a fazer lembrar os piores tempos da história portista. É inaceitável a conduta desviante de todos os elementos do banco. As entidades competentes não podem permitir estes comportamentos internos, que externamente não se observam, porque as regras parecem ser outras.

O árbitro António Nobre prometia ir longe na arbitragem. Infelizmente, o tempo não confirmou essas expectativas, e a Pedreira voltou a demonstrar — ainda que não fosse necessário — quão frágil e influenciável é o árbitro. António Nobre não teve coragem para impor ordem no caos criado pelos dragões.

A pior notícia do duelo com o FC Porto foi a lesão de Rodrigo Zalazar. Espero, sinceramente, que o uruguaio esteja apto para os duelos decisivos internacionais que se avizinham, dada a sua enorme influência na equipa.

A época desportiva do futebol feminino em Braga está muito aquém do esperado. Muita coisa falhou para que a equipa se encontre na posição atual. Há muito a refletir e a melhorar.

A equipa B do SC Braga não conseguiu o apuramento para a fase de subida, onde a competição é mais exigente e propicia um crescimento mais acelerado. A atual fase de manutenção não tem corrido de forma satisfatória, sendo urgente garantir que a equipa não desce de divisão, o que seria um revés tremendo para este projeto.

Uma nota final para o papel secundário a que foi relegado Rogério Gonçalves, enquanto Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA). Pela colaboração e disponibilidade demonstradas, a minha avaliação é positiva, lamentando apenas a situação atual, ainda sem clarificação pública.


© Diário do Minho