Quanto mais inteligente é o carro, mais egoísta é o condutor
Se esbarramos com alguém no supermercado ou na rua, pedimos logo desculpa com um sorriso meio envergonhado. Faz parte da nossa natureza evitar chatices e tentarmos ser minimamente simpáticos uns com os outros. Mas basta rodar a chave do carro (ou carregar no botão Start) para sofrermos uma transformação imediata. Ao fecharmos a porta, o carro vira uma espécie de fortaleza móvel e, de repente, toda a gente se esquece de como se diz "obrigado".
Até há bem pouco tempo, deixar alguém passar numa rua apertada ou facilitar a entrada numa fila rendia um agradecimento imediato: uma mão levantada no retrovisor ou aquele piscar rápido dos "quatro piscas". Era o código de honra de quem conduz.
Hoje, a regra é a total indiferença.
Deixamos o outro carro passar e ele mete-se à nossa frente como se estivesse........
