África: esquecida até na guerra
Quando começou a guerra na Ucrânia, assistiu-se no Parlamento Europeu, onde me encontrava, a um amplo movimento de solidariedade, especialmente com as mulheres ucranianas: discursos, deputadas vestidas de azul e amarelo, medidas de acolhimento e outras iniciativas – todas justificadas.
Porém, como sublinhei nessa altura, igualmente perto de nós, estavam as mulheres africanas, vítimas de guerras, raptos, violações e outras tragédias persistentes, como os casamentos forçados ou a mutilação genital feminina, sem que isso despertasse um movimento de solidariedade comparável.
De facto, segundo a UNICEF, cerca de 144 milhões de mulheres e raparigas em África já foram submetidas à mutilação genital feminina e os casamentos forçados e infantis........
