O dinheiro não tem Pátria?
Há poucas coisas tão perigosas na linguagem como os lugares comuns que partem de meias-verdades ou mesmo de mentiras. Afirmações que começam por ser ditas, depois são repetidas e por fim dadas como certas ou irrebatíveis. Uma das que mais me irrita é a de que o dinheiro não tem Pátria e tudo o resto implícito na premissa: se não tem Pátria também é ausente de ideologia, crenças ou princípios morais. É uma dimensão perversa deste tempo que tenta subordinar tudo a uma abstração. Tudo é virtual, algoritmo, nuvem. O ter determina o ser. O individual é mais importante do que a soma dos indivíduos.
É uma mentira que não deixa de o ser por muito que seja repetida.
O dinheiro é um instrumento que pode ser bem ou mal-usado – hoje, mais do que nunca, é decisivo que possa ser um instrumento virtuoso que ajude ao crescimento dos países, das famílias, das pessoas. Que possa ajudar........
