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Um oligarca de cada vez

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28.09.2026

Há uma frase que devia envergonhar Bruxelas mais do que qualquer derrota no terreno. Disse-a Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, quando a União Europeia (UE) retirou dois oligarcas russos da lista de sanções no mesmo acto em que a renovava. Chamou-lhe vergonhosa e injustificada, e resumiu o que Moscovo ganhou numa tríade: uma sensação de impunidade, a humilhação da União e a divisão entre europeus. Não é retórica. É diagnóstico.

A mecânica explica tudo. As sanções à Rússia têm de ser renovadas, e a renovação exige unanimidade. Vinte e sete votos no mesmo sentido, ou não há sanções. Parece garantia de soberania. É, na prática, um mercado de vetos: quem pode bloquear tudo pode cobrar para não bloquear nada. A França exigiu a saída de Alisher Usmanov, o magnata dos metais, num enredo ligado a cidadãos franceses detidos no Azerbaijão. O Luxemburgo, a de Mikhail Fridman, do Alfa-Bank, que lhe move um pedido de indemnização de dezasseis mil milhões de dólares. A Eslováquia, sem surpresa, alinhou com........

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