Os iliberais do costume
Os autocratas iliberais são terríveis, no modo como se agarram ao poder. No domingo, 12 de Abril, o chefe de fila dos populistas de extrema-direita, o patriarca nacional-conservador da Hungria, Viktor Orbán, uma hora e meia depois do fecho das urnas, telefonou ao seu antigo correligionário e agora rival, Péter Magyar, cumprimentando-o pela vitória. E na fala para os seus partidários, referiu que “o resultado das eleições era doloroso, mas claro”.
Assim, contrariando a massa dos políticos e dos media europeus, que lhe atribuía sinistros esquemas de fraude, compra de votos e resistências pós-eleitorais no caso de derrota, tudo se passou na maior transparência e tranquilidade.
Assim, para grande surpresa dos embasbacados comentadores locais, o “iliberal” Orbán cumpriu as regras do jogo – mais um dirigente da direita nacionalista e conservadora europeia que,........
