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Atrasos nas fronteiras: de um ruído retumbante a um silêncio ruidoso

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21.01.2026

Depois de um mês de dezembro caótico no aeroporto de Lisboa, com dezenas de mensagens, comentários e notícias sobre as longas filas de passageiros que se acumulavam na fronteira, eis que o ruído deu lugar a um silêncio inesperado, dando ideia que tudo passou a estar bem e que o problema que existia deixou de existir. Talvez tenha sido a mão dura do governo que decidiu, ao cair da cortina (dia 30 de dezembro), determinar uma alocação suplementar de meios humanos, contando a PSP com o apoio de 24 guardas de fronteira da GNR, para além de ter ordenado a suspensão do “novo” sistema de fronteiras, por um prazo de 3 meses, dado que estava a incrementar [ainda mais] os tempos de controlo na fronteira.

A questão é que não foi, e porquê? Já vamos ver, mas para os mais desatentos, ninguém achou estranho que o quadro caótico vivido no aeroporto de Lisboa não se tenha propagado para os demais aeroportos internacionais portugueses, designadamente Porto e Faro? Talvez haja uma explicação, ou várias, mas que ninguém, de forma cristalina, quis ainda dar.

Vamos então ao passado [recente] para depois voltar ao presente. Já tínhamos antes referido que o número de passageiros extra-comunitários quintuplicou nos últimos 5 anos. Ora,........

© Diário de Notícias