2026: O ano em que a Segurança deixa de ser uma promessa
Há anos que falamos de risco. Em 2026, falaremos de escolha. Escolha política. Escolha estratégica. Escolha civilizacional.
O ano que se aproxima não será marcado por uma grande rutura súbita, mas pela consolidação de uma evidência desconfortável: o mundo entrou definitivamente numa era de vulnerabilidade sistémica. A guerra deixou de ser exceção, a instabilidade deixou de ser transitória e a incerteza deixou de ser um acidente. Passou a ser estrutura.
Em 2025, escrevi repetidamente que o verdadeiro perigo não estava apenas nos conflitos armados, mas na erosão silenciosa das capacidades que sustentam a vida coletiva: energia, comunicações, dados, cadeias logísticas, confiança institucional. Em 2026, essa erosão deixa de ser teórica. Torna-se operacional.
A grande ilusão do pós-Guerra Fria – a de que a interdependência económica garantiria estabilidade política – colapsou. Não por falha moral, mas por erro de diagnóstico. Interdependência sem governação é fragilidade partilhada. Globalização sem soberania funcional é exposição estratégica.
O conflito na Ucrânia continua a ser o........
