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Meteoritos vindos da Lua, Vesta e Marte

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12.03.2026

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Meteoritos vindos da Lua, Vesta e Marte

A Terra é permanentemente bombardeada por meteoritos. Felizmente para nós, hoje, esses meteoritos são pequenos. Que eles vêm do Espaço, é fácil perceber, mas de que sítio vêm em concreto já não o é.

Anaxágoras, no séc. V a.C., teorizava que rochas vindas do Sol caíam na Terra. Era essa a sua explicação para o meteorito de Egospótamo que Plínio, o Velho, e Plutarco não deixaram esquecer. Mas só depois de Ernst Chladni, em 1794, e Jean-Baptiste Biot, em 1803, é que aceitámos que vinham, de facto, do Espaço.

Um trabalho publicado em dezembro passado, na revista Solar System Research (Investigação em Sistema Solar), liderado por Kirill Lorenz, do Instituto Vernadsky de Geoquímica e Química Analítica da Academia de Ciências da Rússia, apresenta-nos um interessantes resultados sobre meteoritos: o nosso planeta Terra recebe, surpreendentemente, quantidades similares de meteoritos oriundos de Marte, da Lua e no asteróide Vesta.

Mas como chega até nós um meteorito vindo da Lua? É simples. Basta que a Lua seja atingida por um bem enérgico meteorito para que algum bocado do ejecta lançado “pelos ares” na violenta formação da cratera consiga escapar da sua órbita. Escapando da órbita da Lua é facilmente capturado pela Terra, embora nem sempre o seja. O mesmo acontece com o planeta Marte, embora seja bem mais difícil sair da órbita de Marte do que da órbita da Lua, e também com o asteroide Vesta, de cuja órbita é muito fácil escapar.

Marte é cerca de duas vezes maior do que a Lua e está cerca de 600 vezes mais distante. Vesta, é cerca de 7 vezes mais pequeno do que a Lua e está quase 1000 vezes mais distante. Feitas as contas, a Terra recebe cerca de 70 kg por ano de pequenos meteoritos vindos de Marte, 90 kg por ano de meteoritos vindos da Lua, e 260 kg por ano de meteoritos vindos de Vesta. Marte produz cerca de 100 vezes mais meteoritos capazes de atingir a Terra do que a Lua, mas como os produzidos na Lua atingem-nos 100 vezes mais rapidamente, acabámos por ter uma taxa anual quase igual vinda de cada um. Já Vesta, apesar de ainda mais distante, ao produzir 1000 vezes mais meteoritos capazes de atingir a Terra do que a Lua, acaba por vencer a competição, embora com valores dentro da mesma ordem de grandeza, ou seja, ainda na gama das poucas centenas de quilos e longe das toneladas.

Por fim, bem interessante é o facto de os meteoritos vindos de Marte não se parecerem muito com a superfície de Marte. E não o são porque são essencialmente pedaços do subsolo. Porquê!? Porque devido à gravidade de Marte, só crateras provocadas por muito fortes colisões conseguem lançar ejecta capazes de sairem da sua órbita. E fortes colisões, criam crateras maiores e mais profundas. Sendo mais profundas escavam material do subsolo de Marte e é principalmente esse que nos atinge e não a última camada da sua superfície.

Para os mais céticos, proponho que joguem baseball com uma tangerina. Verão como não serão sal

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