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““O Rei vai nu”! E agora?”

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31.01.2026

Este início de 2026 não trouxe, até agora, nada de diferente, relativamente ao ano transato…ou, noutra perspetiva, trouxe!
Internamente e sob o ponto de vista político, estamos a meio do processo eleitoral, tendente à escolha do novo Presidente da República. No próximo fim de semana, Portugal terá um novo Presidente e tudo indica, agora, que será António José Seguro. Claro que esta eleição terá consequências – pelo menos, indiretas – no fluir da nossa vida política e no desempenho das nossas Instituições. Sobretudo, atendendo ao contexto internacional e europeu. Na verdade, aí, o Presidente da República terá um papel de relevo, participando mesmo em alguns processos decisórios que envolverão a posição de Portugal. Curiosamente, os aspetos geopolíticos e geoeconómicos acabaram, na campanha (até agora) em curso, por não ser debatidos, ou mesmo suscitados, prioritariamente. Ora o que de relativamente novo surgiu, nestes primeiros dias de 2026, foi precisamente a clarificação geopolítica da posição norte-americana, no contexto de uma possível nova ordem internacional, em construção.

De um modo evidente, a Europa deixou assumidamente de ser, para a atual administração de Trump, encarada como aliada prioritária. O denominado eixo atlântico, suporte de um mundo dito “ocidental” está – pelo menos circunstancialmente – em vias de se esfumar.
Note-se, já desconto, logo de início, o carácter errático e aparentemente inconsistente, das posições e da narrativa adotada pelo atual Presidente norte-americano. Para além de tentar não reputar o estilo surpreendentemente infantil e (também) erraticamente irrefletido que........

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